segunda-feira, 12 de maio de 2008

Carta Mensal da Geração Futuro

Boas notícias para o país e para os investidores dos clubes e
fundos da Geração Futuro


Brasil recebe o rating de grau de investimento

Na última semana, o Brasil recebeu a classificação “Grau de Investimento” pela agência de
rating Standard & Poor’s, para os títulos públicos emitidos em moeda estrangeira. Esta
classificação funciona como um “selo”, informando que o país apresenta condições sólidas
para o pagamento de suas obrigações externas, tornando seus títulos de renda fixa não
mais somente “especulativos”, mas considerados um “investimento”.
Ainda que este “upgrade”, já esperado em função da expressiva melhora dos indicadores
macroeconômicos, maior estabilidade institucional e fortalecimento e continuidade das
políticas públicas, não mude o país de um dia para outro, garantindo que a economia
crescerá de forma consistente e em percentuais elevados, ele traz algumas conseqüências
importantes para os investidores do país, as quais comentamos abaixo.
Convergência das taxas de juros às de outros países com risco de crédito
semelhante – Uma vez que o Brasil, segundo a avaliação das agencias de rating, possui o
mesmo (ou menor) risco de crédito que outros países e ainda paga as taxas de juros reais
mais altas do mundo, existe uma forte tendência de aumento na oferta de recursos
externos para aquisição de títulos brasileiros, beneficiando a captação pública e privada de
recursos.
Como conseqüência da maior oferta de crédito, decorrente da melhor classificação de risco
do país, deve ocorrer uma convergência, no longo prazo, dos juros brasileiros aos
percentuais praticados nos países com risco de crédito semelhante – atualmente com juros
mais baixos. A conseqüência direta deste provável ajuste é a queda nas taxas de juros do
Brasil, no longo prazo, e conseqüente redução na remuneração da renda fixa.
Valorização das empresas brasileiras - No curto prazo, há a expectativa de valorização
nos ativos listados na bolsa de valores pela maior entrada de recursos provenientes de
investidores estrangeiros, dado que muitos destes investidores têm limitações para investir
em países que não ostentam Grau de Investimento. Esta limitação, no caso do Brasil, deve
ser totalmente eliminada quando as agências Fitch e Moody’s também elevarem sua
avaliação de risco. No médio e longo prazos, os ganhos para as ações brasileiras serão
conseqüência dos melhores desempenhos operacionais das companhias, uma vez que os
juros menores reduzirão as despesas financeiras e levarão a maiores níveis de
investimento, tanto pelas empresas brasileiras - devido ao menor retorno mínimo exigido
pelos investimentos - quanto pelos investidores externos - pela exigência do grau de
investimento para aportarem recursos.
Maior crescimento econômico - Em um cenário pós-upgrade, em que os juros
apresentam tendência de redução e o volume de investimentos é ampliado, é possível
afirmar que as taxas de juros para financiamento cairão e os prazos para pagamento
aumentarão, elevando também a demanda por determinados bens, especialmente
daqueles financiáveis, como veículos e imóveis.
Vendas maiores de veículos repercutirão positivamente nas vendas da Usiminas (aço), da
Randon (carretas e autopeças para caminhões), da Petrobras (combustíveis), da Forjas
Taurus (capacetes para motociclistas) e da Plascar (autopeças). A necessidade de realizar
investimentos para ampliar a oferta e atender essa demanda adicional, por sua vez,
aumentará ainda mais as vendas da Weg (motores elétricos), necessários para aumentar a
produção industrial. Já o aumento nas vendas de imóveis, com menores taxas de juros e
maior prazo nos financiamentos, eleva as vendas da Gerdau, uma das principais
fornecedoras para a construção civil. O aumento nas atividades econômicas como um todo,
gera empregos e aumenta o número de pessoas com acesso ao consumo, fatores que têm
fortes impactos na população de menor renda, modificando seus hábitos de consumo e
favorecendo empresas como a Guararapes/Lojas Riachuelo, focada no varejo de vestuário
para as classes B, C e D.
Os motivos citados explicam porque, na visão da Geração Futuro, a classificação do Brasil
como Grau de Investimento e seus efeitos positivos sobre a economia e as empresas,
reforçam nossa expectativa otimista para o desempenho futuro de nossos fundos e clubes.

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